Antes de mais nada, não se culpe. É normal que a gente erre tentando acertar e deixar nossos filhos bem alimentados, por mais informação que se tenha. Pense que o importante é corrigir alguns comportamentos e evitá-los daqui para a frente – e não se martirizar se nem tudo sair como o previsto.

1. Oferecer ao bebê apenas sopas e papinhas batidas no liquidificador. Além de não diferenciar os sabores de cada alimento, ele também não conhece a textura, prejudicando a mastigação, e pode estranhar mais para a frente.

2. Dar sucos de frutas na introdução alimentar. A criança perde as fibras, importantes para retardar a absorção de açúcar, e ganha uma dose exagerada de frutose, o que predispõe à diabetes e interfere na percepção de saciedade. O ideal é que o bebê só tenha contato com sucos a partir de 1 ano e que ele seja limitado a 150 ml por dia até ele completar 3 anos. Dê a fruta in natura ou em papa.

3. Engrossar o leite do bebê com farinha ou dar mingau. A criança não precisa dessa dieta “reforçada”, que pode levá-la à obesidade pela quantidade de açúcar presente nesses complementos. O leite já basta.

4. Dar comida com televisão ligada ou celular (sim, a gente sabe, às vezes é impossível, mas a verdade é que isso distrai a atenção para que a criança perceba o que e quanto está comendo, e é importante que ela aprenda a regular sua quantidade de comida)

5. Deixar o nosso celular na mesa. Se a regra é sem TV, brinquedo ou celular, isso vale para os pais.

6. Comer separado do bebê: é fundamental que ele saiba que a refeição é um momento de a família estar junta e que veja os adultos ingerindo uma boa variedade de alimentos, para que tenha um bom exemplo (sem falar que é uma facilidade, não?)

7. Não ter uma hora certa para as refeições – tudo bem sair da rotina de vez em quando, mas é preciso ter uma! Isso ajuda a regular o apetite.

8. Deixar de oferecer um alimento se a criança recusar. Especialistas dizem que ele deve ser oferecido no mínimo 10 vezes antes de ser descartado do cardápio. Varie a apresentação: cozido, assado, amassado, purê, em pedaços…

9. Substituir a refeição pelo leite. Após os 6 meses de idade, leite e comida são complementares. Ele não deve entrar no lugar do almoço ou da janta, mesmo que a criança não tenha comido quase nada. Quando isso ocorrer, o melhor é diminuir o intervalo para o próximo lanche, mas não substituir um pelo outro.

10. Oferecer doce antes dos 2 anos de idade. A exposição precoce pode predispor seu filho ao diabetes, obesidade, gordura no fígado e cáries.

11. Forçar a criança a comer. Você deve oferecer, mas nunca obrigar. Isso pode criar uma relação ruim com o momento das refeições.

12. Quem petisca antes de jantar, não vai ter fome. Mesmo que seja só uma ou duas bolachinhas, lembre-se que a barriga do seu filho é pequena. Uma criança de 1 ano tem um estômago do tamanho do punho fechado dela ou de uma maçã, o que equivale a uma capacidade para 250 ml, em média.

13. Comida e recompensa não combinam. Não faça essa associação. Não prometa algo se o seu filho limpar o prato – nem que seja a sobremesa.

14. Não faça aviãozinho. A hora de comer não deve ser encarada com brincadeira pela criança.

15. Por fim, um erro dos tempos modernos: desembalar mais do que descascar. Se a alimentação tem mais embalagens do que cascas, é sinal de que ela não está tão saudável assim. Dá trabalho? Sim, e como! Mas a recompensa é na saúde da sua família.

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