Se o seu filho já completou 1 ano, é possível que você tenha de trocar o bebê-conforto pela cadeirinha do carro. As regras variam de país para país e, no Brasil, a legislação prevê que essa troca seja feita quando a criança atinge 1 ano ou 13 quilos. Apesar de a norma ser essa, o simples fato de ter feito aniversário não quer dizer que ele já esteja preparado para a nova etapa. Tudo depende de como está o desenvolvimento da musculatura do bebê, especialmente do tronco e pescoço, e pedir a opinião do pediatra é o melhor caminho para saber se a hora certa chegou.

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Cadeirinha para a frente ou para trás?

Pelas leis brasileiras, a cadeirinha é o equipamento correto para ser usado até os 4 anos de idade da criança, deve ter cinto de cinco pontos e ser instalada para a frente, como os demais passageiros. O fato é que a posição é controversa e já se comprovou que deixar seu filho virado para trás é mais seguro.

Nos Estados Unidos, por exemplo, a Academia Americana de Pediatria recomenda que as crianças sejam transportadas com a cadeirinha virada para trás, ou seja, de costas para o motorista – até 2018, a orientação era para os dois primeiros anos, mas a medida de segurança foi estendida. Isso porque em caso de colisão ou freada brusca, a posição evita o efeito chicote, quando a cabeça é lançada abruptamente para a frente e para trás.

Portanto, se você quer apenas estar dentro da lei brasileira, pode deixar a cadeirinha para a frente. No entanto, se quiser uma dose a mais de segurança, mantenha seu filho virado para trás – sim, as crianças ficam entediadas de ficar nessa posição, mas vale comprar essa briga. E fique tranquila que dobrar as pernas da criança não vai fazer mal.

O que preciso ficar atento nas cadeirinhas

Outra forma de ver se tanto o bebê-conforto quanto a cadeirinha já não são mais indicados para seu filho é prestar atenção no encosto do equipamento. Se no bebê-conforto o topo da cabeça ultrapassar a altura, é hora de trocar, pois já não protege adequadamente. No caso da cadeirinha, se a linha dos olhos estiver no limite superior do assento, faça a substituição por um equipamento maior, caso a criança ainda não tenha 4 anos.

Siga as instruções do fabricante para colocar corretamente a cadeirinha no carro e não deixe o cinto frouxo: um dedo de folga é o suficiente. E vale o lembrete: nenhum caminho é curto o suficiente para seu filho andar sem cadeirinha ou bebê-conforto. Estudos já comprovaram que ela reduz o risco de morte em acidentes em até 71%.

E depois dos quatro anos?

Segundo a resolução 277 do Conselho Nacional de Trânsito, no Brasil, as crianças precisam andar com equipamentos apropriados até 7 anos e meio. Aos quatro anos, a cadeirinha pode ser substituída pelo assento de elevação, ou booster. Há no mercado equipamentos com e sem encosto, e a escolha vai depender de qual seu filho se adaptar melhor ou os pais sentirem mais segurança – alguns se assemelham a uma cadeirinha, com apoio para os braços, e podem ser uma boa forma de transição, bem como são mais apropriadas para o caso de a criança dormir no banco.

O importante é que ela fique mais alta, de forma que o cinto de segurança do carro passe por partes que suportem o impacto de uma freada ou batida, que são o centro do peito, o meio do ombro e o quadril.

Novamente, por uma questão de segurança, os especialistas recomendam o uso até 10 anos ou a criança chegar a 1,45 m de altura. Evidentemente, os pais devem ficar atentos ao peso indicado pelo fabricante – em geral, até 36 kg. No Brasil, a partir dos 10 anos a criança já pode ser transportada no banco da frente do carro – nos Estados Unidos, por exemplo, somente a partir de 13 anos.

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