Especialista dá 12 dicas do que observar na hora de decidir por uma escolinha. Afinal, como escolher o berçário do bebê? Confira!

Chegou a hora de matricular seu bebê em um berçário, creche ou escolinha? A decisão nem sempre é fácil e envolve uma série de dúvidas. Afinal, você está deixando o seu filho nas mãos de outras pessoas por um período relativamente longo pela primeira vez. Para ajudar você a acertar nesta, que pode ser uma das escolhas mais importantes da sua vida, pedimos ajuda para a psicopedagoga Quézia Bombonato, conselheira vitalícia da Associação Brasileira de Psicopedagogia (ABPP). Aqui, ela explica 11 itens que você deve observar e levar em consideração: 

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1- Localização

Parece óbvio, mas muitos pais acabam deixando de priorizar esse critério e depois ficam estressados. “Não adianta ter uma escola maravilhosa, mas que exige que você atravesse a cidade para deixar a criança lá. Isso causa um enorme desgaste, a criança fica cansada, os pais ficam mais tensos… A questão da localização é essencial”, aponta a psicopedagoga. Quézia lembra ainda de situações que, muitas vezes, as famílias se esquecem de considerar, mas que fazem a diferença. Mais para frente, por exemplo, a criança terá amiguinhos, provavelmente será convidada para festinhas… Então, todos vivem próximos e vai ser mais fácil levar e buscar. 

2 – Espaço

Observe também a estrutura da escola. “Veja se tem uma área boa, o tamanho da área externa, se bate sol, se tem parquinho, se o espaço em que ficam as crianças pequenas é separado do espaço em que ficam as maiores”, recomenda a psicopedagoga. Ela lembra que é importante observar se tem mofo, como é a limpeza, como são os banheiros. “Não se esqueça da cozinha, como são oferecidas as refeições (se forem oferecidas, depende da escola). “Se é um local em que a família se sente bem, provavelmente a criança se sentirá bem também”, aponta. 

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3 – Pessoas

Os profissionais que trabalham na escola serão os responsáveis pelo seu filho enquanto você estiver longe. Então, esse é um ponto fundamental. “Confira a qualificação dos profissionais, as experiências que eles têm, como lidam com a família. Veja também se eles acumulam funções porque isso pode prejudicar a atenção que dão para os alunos”, recomenda Quézia. Pergunte qual é a quantidade de alunos por turma, para saber por quantas crianças cada profissional é responsável. “Em uma creche, se um cuidador fica com oito ou dez crianças, ele vai precisar de um auxiliar”, explica.

4 – Interação

Quando for visitar uma creche, no caso de crianças um pouco maiores, pergunte como a instituição promove a interação entre os pequenos. Veja quais são as faixas etárias atendidas e como convivem. “É recomendado que as crianças sejam agrupadas pela mesma faixa etária”, diz Quézia. 

5 – Adaptação

Pode ser que seu filho chore por dias, pode ser que ele simplesmente acene com o “tchau” e fique feliz na nova escola. Cada criança se comporta de um jeito, mas é importante que a escola ofereça suporte e dê atenção especial ao processo de adaptação. “É essencial, na hora de pensar em como escolher o berçário, que os pais saibam como acontece a adaptação e como eles podem participar desse processo”, explica a especialista. 

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6 – Comunicação

Uma vez que seu filho está no berçário, na creche ou na escola, você fica um período importante do dia sem ver com seus próprios olhos o que está acontecendo (algumas escolas têm câmera e oferecem o acesso aos pais, outras não… Veja se é uma possibilidade, caso ache importante). De qualquer maneira, é fator primordial que o estabelecimento tenha uma boa comunicação com a família. Pergunte como isso acontece. Há um telefone em que você possa falar rapidamente com a escola? Um WhatsApp? A comunicação é feita diariamente via agenda? Há um relatório contando como foi o dia ou a semana? Tem reuniões? Em que dias e horários costumam acontecer? O contato é feito via e-mail? Pergunte tudo. 

7 – Linha pedagógica

Tradicional? Construtivista? Waldorf? Seja qual for o nome da linha pedagógica, é importante a família estar atenta para saber o que esperar. “É a partir da linha pedagógica que serão desenvolvidas as atividades, os projetos, a abordagem do processo de aprendizagem, enfim, a base da educação da criança”, explica a psicopedagoga. 

8 – Entrada e saída

Você e seu filho viverão esse ritual todos os dias, então, quando for pensar em como escolher o berçário, é importante saber como funciona. Veja quem fica na porta, como é o controle, se a criança pode ou não ter acesso ao portão, como é o controle de quem pode buscar os alunos… A segurança é prioridade. 

9 – Alimentação

Alguns berçários são amigos da amamentação e permitem que a mãe extraia o leite ou entregue os potinhos, devidamente armazenados; outras não. Para os maiores, que já comem alimentos sólidos, veja se a escola oferece as refeições ou se você precisa enviar. No caso de escolas que oferecem as refeições, prefira instituições que priorizem comida de verdade e digam ‘não’ aos ultraprocessados. Verifique se há um nutricionista responsável pelo cardápio.  

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10 – Atividades extracurriculares

Alguns pais precisam deixar as crianças, sobretudo as maiorzinhas, em período integral. Se for o seu caso, veja o que a escola oferece no contraturno. Pergunte se há atividades, como natação, dança, cursos bilíngues, algum esporte… “É importante saber como isso acontece e também se, durante os meses de férias, a escola funciona, tem curso de férias ou abre para essas atividades , sobretudo para os pais que trabalham fora e que nem sempre conseguem tirar férias junto com os filhos”, lembra Quézia. 

11 – Mensalidade

Por último, mas nem de longe menos importante, avalie o valor da mensalidade. Veja se cabe no orçamento familiar, se vai ficar apertado demais. É um fator estressante. Não adianta colocar a criança numa escola maravilhosa, mas com valor alto demais, porque você vai se endividar e ganhar um problema mais adiante. Faça contas e negocie o que puder. 

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