Essa hora chega para todos os pais: o seu filho vai tentar resolver as insatisfações na mordida, no chute ou no tapa. Antes de ficar chateado porque ele te bateu ou agrediu um colega, é bom saber que não há nada pessoal nisso. Na verdade, sem dominar a linguagem de maneira eficiente, essa é a forma mais prática que seu bebê encontrou para extravasar a raiva, a angústia e as emoções negativas. É impulso, que ele canaliza em linguagem corporal. Mas que deve ser repreendido desde a primeira demonstração de agressividade.

Essa fase geralmente começa entre 1 ano e meio e 2 anos de idade. Como a linguagem ainda não está desenvolvida, a criança tem dificuldade de explicitar o que quer. E vai recorrer ao corpo, especialmente à boca, que por esse tempo todo tem servido de principal meio para comunicar ao mundo suas necessidades – no choro, na gargalhada, nos balbucios, no reconhecimento de novos objetos (que eles levam direto à boca). É normal que essa fase dure até os 3 anos, dependendo de como a criança já fala e da forma como os pais reagem a mordidas e tapas.

Que fase! Esse tal de egoísmo…

Além da dificuldade em se fazer entender pela linguagem oral, há outro fator que contribui para que mordidas e tapas sejam comuns nessa idade: é a fase do egocentrismo e do egoísmo. Seu filho acha que tudo gira ao redor dele, pode ter muitos ciúmes do que ele considera que são suas coisas, está se tornando mais independente e descobrindo que não consegue ter tudo o que quer. Faz parte do desenvolvimento de todas as crianças.

É claro que é angustiante pegar seu filho na creche e descobrir que ele levou uma mordida porque o colega quis o brinquedo que estava na mão dele. Ou muito constrangedor saber que outra criança foi agredida por ele. Mas a regra em todos os casos é respirar fundo, manter a calma e não sair procurando culpados nem constrangendo seu filho na frente de outras crianças. Se ele foi mordido ou apanhou, peça à escola para que ela fale com o pai da outra criança. Se foi o contrário, diga à escola que vai conversar com seu filho em casa.

O que fazer para evitar as agressões?

Sabemos que é bem difícil manter a calma em algumas situações, ainda mais porque uma mordida ou tapa quase nunca vem sozinho: a criança está chorando, gritando, dizendo “não” e até se jogando no chão. E é bem complicado interromper esse ciclo. Mas gritar, ameaçar ou perder a cabeça vai piorar a situação, pois ele vai ter ainda mais certeza de que esse é um comportamento aceitável, já que os pais também fazem.

Não ligue para olhares inquisidores de outras pessoas ao redor. Também não se pressione a brigar ou gritar com seu filho como espécie de satisfação para os outros. Isso, aliás, só tende a piorar o quadro: ele vai ficar ainda mais zangado com a bronca em público e vai demorar mais para se acalmar. Da mesma forma, evite rir do ataque do seu filho: ele pode entender que você achou aquilo engraçado e fazer de novo ou se sentir humilhado.

Respire, conte até dez, se for preciso, leve seu filho a outro ambiente para que ele se acalme. Assim que estiver um pouco mais tranquilo, se abaixe, olhe bem nos seus olhos e tente fazer com que ele diga o que está o chateando, se for possível.

Foco na disciplina positiva

Faça com que ele se sinta acolhido: explique que você entende a raiva dele, mas que esse não é um comportamento aceitável. Diga que machuca, que dói, que a outra pessoa fica triste, que isso não é legal… Mas evite dizer: “Que menino feio”. O foco deve ser repreender a ação errada, não dar um rótulo para a criança. E ajude ela a construir outras formas de se fazer entender, que não pela mordida – sugira palavras e frases que ela pode usar quando não gostar de alguma coisa.

Nessa fase, ainda não adianta muito pedir para que se coloque no lugar do outro, porque ela não consegue ter esse discernimento. Mas demonstre as regras com clareza e a faça pedir desculpas. Mesmo que não seja um pedido sincero, vai ser mais fácil de ela assimilar que sua atitude não foi correta. Seja direto na orientação e repita quantas vezes forem necessárias. Não se esqueça de elogiar quando seu filho agir de forma não agressiva, pois ele precisa desses parâmetros e certamente vai se esforçar para agradar aos pais. E, claro, se você não estiver conseguindo lidar com essa fase, procure ajuda de um profissional.

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