Parece pesadelo, mas não é. Parece sonambulismo, mas também não é. O terror noturno do bebê ou infantil é um distúrbio do sono comum em crianças e que aparece com mais frequência entre 2 e 5 anos de idade, mas pode começar quando o bebê ainda não fez 1 ano. A criança senta na cama, grita, chora, fala coisas sem sentido, fica ofegante, transpira, o coração bate rápido, como se estivesse em pânico. Ela até pode ficar com os olhos abertos, a pupila dilatada e o olhar fixo, parecendo que acordou de um sonho ruim.

Mas, na realidade, ela ainda está dormindo, ou melhor, num estágio intermediário, quase como se fosse um transe. E por isso mesmo é muito difícil acalmá-la ou tirá-la daquele episódio de terror. Os pais costumam ficar bem impressionados, e não é para menos, pois a expressão facial da criança é de muito medo.

Estudos sugerem que de 3% a 5% das crianças têm terror noturno. Cada crise pode durar até 20 minutos e seu filho não vai lembrar de nada no dia seguinte. É como se nunca tivesse ocorrido e, até onde se sabe, não faz mal nenhum.

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Quais são as causas desse terror?

A ciência ainda não sabe explicar exatamente o que ocorre. Mas já se verificou que ter um dia muito agitado ou estressante pode desencadear o distúrbio, além de privação de sono, febre alta ou apneia do sono. A genética também pode ser uma das explicações, já que costuma ser mais frequente em filhos de pais que têm ou tiveram terror noturno. Meninos também têm mais crises que meninas.

O que se sabe é que eles ocorrem em momentos do sono diferentes dos pesadelos. Assim, o terror noturno acontece na chamada fase não-REM (NREM). O sono é dividido em leve, profundo e REM, de rapid eye movement (movimento rápido dos olhos), que é quando a gente sonha, e NREM, que é composto de sono leve e sono profundo – é nessa fase que o corpo libera o hormônio do crescimento. As crises de terror noturno do bebê ocorrem no sono profundo.

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O que fazer para parar o surto?

Como no terror noturno a criança pode levantar, é perigoso que ela se machuque. Então, o principal é evitar riscos de queda e objetos e situações que ofereçam perigo, como escadas, acompanhando de perto seu filho. Você pode abraçá-lo ou fazer carinho até que ele adormeça novamente – ele, na verdade, não vai notar que você está lá. Mas não grite nem tente acordá-lo, pois aí sim ele pode ficar assustado e confuso ou a crise pode se prolongar.

Adotar uma rotina mais rígida, com horário mais regular para ir para a cama e levantar, também ajuda – aumentando um pouco o tempo do sono ou das sonecas. Capriche no ritual anterior ao sono, para que a criança fique bem relaxada. Essas crises tendem a desaparecer com o passar dos anos, mas, se elas forem muito frequentes na sua casa (como mais de uma vez por noite ou quase todos os dias), é melhor procurar ajuda médica – o tratamento, nesse caso, é feito com remédios.

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