Eis que um belo dia aquele bebê fofo e sorridente, de repente, se torna uma criança chorona e birrenta, do tipo que arranha o seu braço e joga coisas na sua direção. Esses ataques de raiva por situações banais costumam assustar os pais e, antes que eles se perguntem se estão errando na educação do filho, é bom saber que isso é uma fase, e vai passar.

Esses impulsos são perfeitamente normais nessa idade, pois o cérebro da criança ainda está se desenvolvendo e ela ainda não tem as ferramentas cognitivas necessárias para lidar com a frustração e a raiva de não ter um desejo atendido. A agressão é uma forma instintiva de se defender do que sente, ainda mais porque seu repertório linguístico ainda não é muito bom para se expressar. Seu filho, portanto, não entende as consequências dessa atitude e essa regulação emocional só vai acontecer por volta de 3 ou 4 anos.

Claro, vale pensar se estamos agindo com agressividade nas situações do dia a dia – xingando no jogo de futebol, sendo intolerantes nas discussões políticas ou raivosos no trânsito, por exemplo – e tentar conter a nossa própria frustração.

Como lidar com os ataques de raiva

A paciência é a chave para várias questões da maternidade – e com o chilique não poderia ser diferente. Ainda que o bebê não compreenda totalmente, explique que não gostou de sua atitude e que não é com raiva e choro que os problemas são resolvidos.

Não caia na tentação de atender o pedido para se livrar do escândalo. Espere que o bebê se acalme e converse. Se for preciso, distraia sua atenção com alguma atividade de que ele gosta até o ataque de raiva cessar. Quando a criança  atira objetos ou até se atreve a bater em você, é seu papel ajudá-la a se controlar e expressar o que está sentindo. Ajude-o a nomear e explicar seus sentimentos. E ofereça outras formas de lidar com a situação, mostrando que aquela não é adequada. Pode não dar certo na primeira, na segunda nem mesmo na terceira vez, mas com o tempo esse entendimento é alcançado.

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