O sexto mês de gestação encerra o segundo trimestre e, com isso, prepare-se para sentir o aumento mais acelerado no peso e na barriga e maior inchaço nas pernas e nos pés. Seu eixo postural e ponto de equilíbrio vão se alterando conforme a gravidez avança. À medida que a barriga pesa e se inclina para a frente, a gestante precisa impulsionar o corpo para trás. A base de sustentação é ampliada e distancia um pé do outro, alternando a forma como a mulher anda.

Além disso, a ação do hormônio relaxina deixa as cartilagens e os ligamentos pélvicos mais flexíveis, preparando o corpo para o parto, e a bacia e os quadris ficam mais largos. O pé também pode crescer (e não voltar depois ao número anterior)! Como consequência, dores nas costas e na região lombar se intensificam e você corre o risco de sofrer mais quedas.

Dificilmente um tombo na rua, por exemplo, pode causar algum dano ao bebê, que está bem protegidinho no seu útero, mas é óbvio que nenhuma futura mãe precisa passar por um perrengue desses num momento tão delicado.

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Como minimizar os transtornos

A maneira mais engenhosa de combater – ou, pelo menos, minimizar transtornos – é calçar sapatos adequados. Usar os modelos certos durante a gravidez também atenua o incômodo com inchaços, já que os pés são a área mais vulnerável à condição.

Por isso, uma boa ideia é comprar calçados de pelo menos uma numeração maior, para acomodar o seus dedos com comodidade e, assim, evitar encravamento de unhas e o surgimento de micoses, favorecido por conta da baixa imunidade da gestação. Você pode usá-los, inclusive, no período pós-parto, até os pés desincharem.

Confira, a seguir, quais as melhores opções de sapatos para você. Dica extra: o barrigão vai, em algum momento, atrapalhar o corte das unhas e os cuidados com os pés. Não hesite em visitar um podólogo quinzenalmente – que, de quebra, certamente ainda pode mimá-la com uma boa massagem.

Melhores escolhas para pôr nos pés:

  • Sandálias e sapatos baixos: favorecem as tarefas do dia a dia de modo menos cansativo, diminuindo o esforço dos pés e da coluna, e protegem contra as quedas pela falta de equilíbrio. Mas, atenção, rasteirinhas não são adequadas (veja mais abaixo).
  • Botas de cano curto: o modelo ortopédico é o mais apropriado por propiciar segurança e conforto ao pisar. Nos dias frios, você pode combinar com meias de compressão pretas e vestidos ou saias e estará elegante na medida certa.
  • Tênis: ótima escolha, porque você consegue ajustar ao pé conforme sua necessidade. Só evite os de solado muito retinho e fino.
  • Saltos com menos de 5 cm: para ocasiões especiais, são os mais indicados. Prefira os mais largos e quadrados, que têm maior firmeza.
  • Sapatos ortopédicos: Produzidos com materiais que oferecem uma perfeita sustentação do impacto do corpo, dão segurança e o conforto ao pisar e ainda reduzem o cansaço e o estresse.

Quais calçados evitar:

  • Rasteirinhas: as tiras finas podem comprimir os vasos sanguíneos nesse período. Não dão o equilíbrio necessário, pois podem sair do pé com facilidade, e ainda favorecem o aparecimento de rachaduras e têm o solado muito fino, o que compromete a articulação já impactada com o aumento do peso.
  • Sandálias com muitas tiras ou muito coladas: mesmo as baixas devem ser banidas. Tiras em excesso podem comprimir os vasos sanguíneos e ocasionar possíveis edemas.
  • Scarpins ou sandálias com saltos altos e finos: não dão sustentação alguma e vão detonar os seus pés. Quando o barrigão está muito grande, há maior dificuldade de enxergar o chão. Os saltos podem redobrar a chance de você pisar em falso e cair.
  • Botas de cano médio ou longo: o modelo aperta muito as panturrilhas que, inchadas, ficarão ainda mais doloridas. Dependendo do dia, você sequer conseguirá fechar o zíper da bota.
  • Calçados com muitas costuras: elas causam atritos e contribuem para a formação de calos.
  • Sapatilhas: o solado fino força ainda mais a coluna e prejudica as articulações com o aumento do peso. Prefira sempre saltos de 2 a 3 cm de altura ou anabelas.

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