O primeiro trimestre da gravidez é marcado por muitas emoções, algumas delas bem conflitantes. A explosão hormonal no organismo somada à apreensão com o novo papel – o de mãe – em sua vida pode tumultuar a convivência com o parceiro. 

Como fica a libido?

É importante saber que a libido, durante a gestação, é determinada por múltiplos fatores, incluindo os hormônios. Por mais paradoxal que seja, ao mesmo tempo que a progesterona costuma deixar a mulher mais sonolenta e sem vontade de transar, a vulva ganha uma hipervascularização que interfere positivamente no desejo sexual, pois torna a excitação mais vigorosa e provoca orgasmos mais intensos – no segundo trimestre, quando o cansaço é menor, a ficha da maternidade já caiu e a preocupação com o risco de abortamento já foi embora, a libido costuma ser maior. 

É por isso que, em alguns dias, você não vê a hora de ter o parceiro nos braços. Em outros, porém, mal pode sentir o mínimo rastro do perfume dele que já sente vontade de vomitar. Ou, então, se irrita com qualquer coisa que ele diz, mesmo que seja algo para agradá-la. 

 

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Para evitar as brigas

Não é fácil enfrentar esse turbilhão de emoções. A boa notícia é: tudo isso vai passar. No entanto, para que a relação a dois sobreviva sem ranhuras, é fundamental tomar algumas atitudes. A primeira delas é conversar sempre com o seu parceiro. O diálogo é a peça-chave para qualquer convivência dar certo e, na gestação, tem ainda mais relevância. Afinal de contas, seu marido ou namorado não tem o poder de adivinhar o que você deseja ou espera que ele faça.

Compartilhe seus sentimentos e peça ajuda para lidar com esse período de extrema vulnerabilidade. Acredite: ele está tão assustado quanto você com a perspectiva de cuidar de uma vida. Essa é uma fase, inclusive, em que o casal precisa ficar muito unido. A gestação não deve ser encarada como um momento especial apenas para a mulher. 

5 dicas para melhorar o relacionamento

  • Estimule o vínculo entre pai e filho, fundamental para o feto e para o recém-nascido. Chame-o para conversar com a barriga, acariciá-la, sentir as mudanças. Tudo isso faz com que o bebê se sinta amado, desejado, respeitado.
  • O entusiasmo com os preparativos para a chegada do bebê – compra de enxoval, montagem do berço, escolha de mobília – faz com que muitas gestantes assumam o controle de todas as providências. É importante que todas as decisões sejam tomadas a dois, para que o pai não se sinta um mero espectador da vinda do próprio filho. Reflita: o homem não carrega o bebê no ventre durante nove meses nem é capaz de amamentá-lo. Deixe-o fazer o que pode e quer.
  • Lembre-se: o homem também vivencia e precisa compartilhar sentimentos de alegria, tristeza, angústia, medo, fantasias. Mesmo que eles tenham características e intensidades diferentes dos experimentados por você, são genuínos e relevantes. Deixe ele falar sobre seus anseios e preocupações ou incentive-o a se abrir.
  • Explique calmamente, quando estiver mal-humorada ou sem pique para conversar, que segundo a psicologia todo mundo tende a descarregar os problemas nas pessoas com quem têm maior vínculo afetivo, justamente porque são elas que despertam segurança e intimidade.
  • Ressaltamos: invista no diálogo, sempre. Ele é capaz de transformações poderosas.
 

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