Prós

  • Diminuição do risco da Síndrome da Morte Súbita Infantil (SMSI). Alguns pediatras recomendam o uso da chupeta durante o sono como forma de evitar esse problema, já que em muitos casos a criança se vira no berço e deixa de respirar.
  • Estímulo extra a prematuros. Ao incentivar o desenvolvimento da sucção em bebês prematuros, ela favorece o ganho de peso e a redução do tempo de hospitalização.
  • Conforto imediato. Ajuda a acalmar bebês em situações de dor ou estresse relacionadas a choro, irritação e agitação – coletar material para um exame de sangue, por exemplo.

Contras

  • Prejuízo à amamentação. Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), as crianças que usam chupeta mamam por menos tempo. Isso pode acontecer porque sugar o peito é muito diferente de sugar uma chupeta, utilizando, inclusive, músculos diferentes. Irritada pela “dificuldade” e confusa com qual movimento deve fazer, a criança chora, pega o peito de forma errada (o que pode machucar) e se recusa a mamar ou reduz as mamadas, prejudicando a produção de leite. A “opção” mamadeira se torna inevitável antes da hora.
  • Os bebês ficam doentes com mais frequência, por causa de fungos e bactérias que podem estar presentes na chupeta.
  • Problemas na dentição e, consequentemente, na fala. A falta de atividade dos músculos certos para mamar no peito pode levar a problemas na mastigação, na fala, no alinhamento dos dentes e na respiração, entre outros.
  • Surgimento mais frequente de otites. A sucção da chupeta faz com que o músculo responsável pelo funcionamento da tuba auditiva (canal de comunicação entre o ouvido e a garganta) não seja estimulado de forma adequada, favorecendo o acúmulo de secreção nos ouvidos e, consequentemente, de dores de ouvido. A constância do quadro pode afetar o desenvolvimento da criança.
  • Socialização empobrecida. De acordo com a SBP, a chupeta faz com que a criança reclame e resmungue menos e, portanto, também acabe se comunicado menos.
  • A amamentação é o melhor conforto. A sucção, o calor da mãe, o contato com a pele dela, a voz materna e as substâncias presentes no leite ajudam a minimizar dores e incômodos.
  • Dificulta a compreensão das necessidades da criança. Se os pais dão a chupeta assim que o filho começa a chorar, como vão conseguir identificar padrões de comunicação?

Se você optar pelo uso da chupeta…

Faça isso somente depois de o bebê completar 15 dias de vida, no mínimo, mas desde que a mamada já esteja bem estabelecida – isso quer dizer, que ele esteja mamando bem, ganhando peso e que a pega esteja correta, sem machucar os mamilos. Isso reduz a probabilidade de ele fazer “confusão de bicos”. Mantenha a chupeta para os casos de necessidade mesmo e lembre-se que bebês choram para se comunicar – correr para colocar a chupeta em sua boca é calar sua comunicação. Mantenha o uso esporádico até a criança completar 1 ano e, então, retire o acessório.

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