A placenta é o órgão criado na gestação para fazer a ligação sanguínea entre a mãe e o bebê. Ela leva, via cordão umbilical, o oxigênio e os nutrientes necessários para que ele se desenvolva no útero. É também ela que produz e regula alguns hormônios na gravidez, como a gonadotrofina coriônica e a progesterona. Indispensável para a sobrevivência do feto, alguns problemas que a placenta venha a ter podem levar ao repouso, restrição de crescimento por insuficiência placentária, parto prematuro e até mesmo a morte do bebê ou da mãe.

Placenta: entenda oque pode acontecer com o órgão

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Confira os principais problemas que podem acontecer com a placenta na gestação:

Placenta prévia, baixa e acreta

A placenta se liga ao útero, geralmente na parte mais alta, e pode mudar de lugar na gravidez. Quando está em uma posição mais baixa, pode obstruir o colo do útero parcial ou totalmente. E, assim, impedir ou dificultar a passagem do bebê pelo canal vaginal durante o parto. Isso pode provocar sangramento (indolor) ao longo da gestação e mesmo durante ou após o parto, levando à hemorragia.

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Em caso de intensa perda de sangue, a mulher pode ser internada, receber transfusão sanguínea e ser submetida a um parto de emergência. Esse risco é maior de acordo com a força e a profundidade com que a placenta se liga ao útero (chamada de placenta acreta). Quanto mais presa, mais difícil de sair e maior o perigo de sangramento. Algumas vezes, chega ao ponto de precisar retirar o útero da mãe pelo risco de morte.

Como a placenta pode se mover ao longo dos nove meses, o alerta só é ligado se ela permanecer prévia no 2o trimestre. Essa confirmação ocorre por volta de 28 semanas de gravidez. Entre os fatores que predispõe a esse risco estão o de já ter passado por uma cesariana, ter tido placenta prévia antes, gravidez de gêmeos, uso de cigarro e drogas e ter acima de 35 anos. Para tratar, os médicos pedem para a mulher diminuir as atividades e o estresse, ficar em repouso (parcial ou total) e se abster de sexo.

Descolamento de placenta

É um dos problemas que surgem quando a placenta desgruda parcial ou totalmente da parede do útero antes da hora. A situação é perigosa porque pode levar a sangramento e parto prematuro, já que ela pode ficar comprometida na sua função de levar oxigênio e nutrientes ao bebê. Em geral, o descolamento provoca bastante dor e o útero fica duro.

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Um repouso absoluto é recomendado para casos menos graves e a cesárea de emergência é a opção para os demais. O descolamento de placenta é mais comum após a 20a semana de gestação. No grupo de risco estão mulheres com idade mais avançada, que têm pressão alta, já tiveram descolamento ou fizeram cirurgia no útero antes (como retirada de mioma), sofreram um trauma na barriga (como em um acidente), fumam ou usam drogas e têm excesso de líquido amniótico.

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Placenta envelhecida ou calcificada

À medida que a gravidez evolui, a placenta amadurece. Assim, ela pode chegar ao grau III de envelhecimento quando o bebê já está pronto para nascer. Mas, às vezes, por problemas diversos, a calcificação ocorre mais cedo e ela acaba classificada como de grau III antes de 34 semanas de gestação. Com isso, o bebê pode receber menos oxigênio e nutrientes. Essa condição pode levar à restrição de crescimento e ao nascimento com baixo peso, além de representar risco de morte em casos mais extremos.

Como não tem sintomas, é descoberta pelo médico nos exames de rotina. No entanto, a mãe pode notar uma redução nos movimentos do filho. Porém, não se preocupe com essas classificações. Só o grau de amadurecimento não é indicativo de problemas e de parto prematuro.

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Trombose da placenta

Esse tipo de problema acontece quando um coágulo entope total ou parcialmente um vaso sanguíneo da placenta. Dessa forma, ele provoca a trombose de uma parte dela e prejudica o fornecimento de oxigênio e nutrientes. Ele pode provocar restrição de crescimento intrauterino (com parto prematuro e baixo peso ao nascer) e aborto.

A trombose ocorre geralmente em quem tem ou desenvolve trombofilia na gestação (popularmente conhecida como sangue grosso). Porém, algumas medidas simples podem evitá-la, além do acompanhamento médico. Entre elas estão a atividade física, o uso de meias de compressão, o ácido acetilsalicílico e as injeções diárias. Também não provoca sintomas e pode ser detectado pelo ultrassom. A mãe, no entanto, pode notar uma redução nos movimentos do bebê.

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