Dor de cabeça na gestação

Estresse, cansaço, mudanças hormonais e até a redução do consumo de cafeína são alguns dos prováveis fatores por trás da dor de cabeça em gestantes. Sinusite e enxaqueca, antes controlados com medicamentos, também podem ser a causa do mal.

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O que fazer para aliviar: Massagens, alimentação saudável, ingestão contínua de água, horários regulares de sono e atividades relaxantes como ioga atenuam o problema. Se a dor surgir na nuca acompanhada de visão embaçada e pontadas no estômago, consulte seu obstetra: o quadro pode significar aumento da pressão arterial.

Fome intensa

É nesse período que acontece um grande ganho de peso, porque a sua fome aumenta consideravelmente e os enjoos já não a atrapalham mais.

O que fazer para driblar: Priorize as opções saudáveis na hora de se alimentar, evite doces e coma pequenas porções, em intervalos menos espaçados (não fique mais de quatro horas sem comer). Lembre-se que a ingestão calórica no segundo trimestre de gravidez deve ser até 400 calorias a mais por dia do que o recomendado para uma mulher não grávida – ou seja, não pode ultrapassar, em média, 2.400 calorias diárias.

+ Alimentação na gravidez: comer bem, sim; comer por dois, jamais!

Coceira na pele da barriga e dos seios

Surge devido ao estiramento inerente ao aumento de volume nessas áreas.

Como lidar: Hidrate-as bem para evitar o aparecimento de estrias – e, claro, evite coçar.

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Congestão e sangramento nasal

O seu volume sanguíneo vem crescendo drasticamente (ele pode aumentar até 50%), afetando o nível de estrógeno – que, por sua vez, causa inchaço da mucosa nasal. Algumas gestantes relatam a sensação de “nariz entupido” durante vários meses.

Como diminuir o desconforto: Ferver água, colocá-la numa tigela e inalar o vapor ajuda a combater esse incômodo. Inalações com soro fisiológico também são aconselhadas.

Tonturas e sensação de fraqueza

São consequência da hipotensão postural, a famosa “pressão baixa”. Ocorre com frequência na gravidez devido à adaptação do seu sistema cardiovascular às alterações do volume sanguíneo.

Como agir: Para minimizar o problema, evite locais quentes e cheios e se alimente bem.

 

Sangramento da gengiva

Os hormônios podem fazer com que suas gengivas inflamem e inchem, o que facilita o sangramento, principalmente quando você escova os dentes ou passa o fio dental.

Como evitar: Fazer a higiene bucal com mais suavidade pode minimizar o problema. Em caso de dor ou sangramento forte, consulte um dentista.

Falta de ar

Conforme o útero vai aumentando de volume para comportar o bebê, começa a pressionar o diafragma (músculo) contra os pulmões, causando a sensação de falta de ar. Enquanto o seu organismo se adapta às novas condições, elas serão comuns ao fazer esforços físicos como subir escadas. As crises de falta de ar não prejudicam o bebê, mas, prepare-se, se tornam mais recorrentes no último trimestre – e permanecem até o bebê encaixar na cavidade pélvica, quando a barriga abaixa e alivia um pouco a pressão.

Como amenizar o sintoma: Evite esforços físicos e, em caso de crise, procure se sentar e se concentrar na respiração. Deitar de barriga para cima só piora a sensação. Se você sofrer de asma ou bronquite, consulte o obstetra sobre a necessidade de usar algum medicamento em caso de agravamento.

Secreção vaginal

Secreções líquidas e de aspecto leitoso são normais durante a gestação. A leucorreia natural, na verdade, só aumenta de volume por causa dos hormônios.

O que fazer: Calcinhas de algodão ajudam a manter a área mais ventilada – se for passar muitas horas fora de casa, contorne o desconforto levando uma extra na bolsa. Evite o uso de tampões vaginais e use absorventes finos com parcimônia, pois eles podem abafar a região e aumentar o risco de infecções.


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Sangramento

Uma quantidade pequena é comum, mas é imprescindível entrar em contato com o médico no mesmo dia. Só ele tem condições de identificar o que está acontecendo de fato.

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