Um dos exames mais temidos na gravidez, o ultrassom morfológico revela se o bebê está se desenvolvendo bem ou se tem alguma malformação ou síndrome cromossômica. Por isso, é sempre esperado com certa angústia pelas gestantes.

Ele é feito em duas etapas da gestação: no final do 1o trimestre e de dois a três meses depois, durante o 2o trimestre. Mas o primeiro é o que gera mais ansiedade, pois é capaz de detectar até 60% das malformações e anormalidades – e 90% dos casos de Down.

Ultrassom

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Ultrassom morfológico do 1o trimestre

Realizado entre 11 semanas e 13 semanas e 6 dias, o ultrassom morfológico (USG) do 1o trimestre investiga se o bebê pode ter síndrome de Down e outras malformações. Ele precisa ser feito nessa fase da gestação porque é quando se consegue medir a translucência nucal, ou seja, a medida da nuca do feto. Volumes maiores do que o esperado podem indicar que a criança tem Down.

Mas este não é um diagnóstico fechado, pois há sempre uma margem de erro e não são raros os falsos positivos (cerca de 5%). Por isso, antes de se preocupar com o resultado, espere para realizar outros exames.

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Nesse ultrassom, o médico também vai analisar a medida do osso nasal, que ajuda a sinalizar a alteração cromossômica. O exame serve ainda para verificar o fluxo de sangue do cordão umbilical, os batimentos cardíacos do bebê, checar se o desenvolvimento do feto está de acordo com a data prevista do parto (ou determinar com mais exatidão a DPP), examinar o colo do útero e a placenta.

Embora seja muito cedo ainda, alguns médicos conseguem indicar qual vai ser o sexo do bebê analisando o ângulo do tubérculo genital do feto. A estrutura dá origem à genitália.

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Ultrassom morfológico do 2o trimestre

Entre 18 e 24 semanas de gestação (especialmente após a 20a semana), o morfológico é repetido. Dessa vez, com o bebê maior, é possível determinar até 80% das condições anormais. São analisados as câmaras do coração, os órgãos internos, a estrutura óssea, a cabeça e os membros. Na face, já é possível detectar se há lábio leporino ou fenda palatina – o que ocorre com 1 a cada 700 bebês em média.

É também nesse exame que se verifica a presença de espinha bífida. É quando a espinha não se fecha totalmente e, na sua forma mais grave, uma parte da medula acaba ficando exposta (chamada de mielomeningocele). A boa notícia é que dá para operar o bebê dentro do útero materno. Essa é a vantagem de descobrir o problema no morfológico.

Nesse ultrassom, as chances de confirmar o sexo do bebê são muito grandes – é difícil que a genitália fique escondida durante o exame, mas não impossível. O especialista também dará uma estimativa de peso do bebê, com base nas medidas da cabeça (circunferência cefálica), da circunferência abdominal e do tamanho do fêmur, o osso da coxa. 

A ultrassonografia analisa também a posição da placenta, o volume do líquido amniótico, o cordão umbilical e as artérias uterinas da mãe. 

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Como são feitos?

Em ambos os casos, a gestante se deita de barriga para cima, o médico passa um gel para deslizar a sonda de mão e vai analisar o bebê por um período de 30 minutos a uma hora. Como o aparelho emite ondas sonoras, seu “eco” no útero acaba criando as imagens no monitor. Dá para ver os movimentos do bebê em tempo real, o que costuma ser muito emocionante. Se puder, leve os avós nesses exames, pois é uma maneira de eles participarem da gravidez.

Se der positivo para síndrome, o que acontece?

O obstetra pode solicitar outros exames. Dois deles são invasivos e, portanto, só são feitos com base em muita conversa. Isso porque há um risco, ainda que de menos de 1%, de levar a um aborto. O primeiro é a amniocentese, que retira o líquido amniótico com uma agulha, e o segundo, a biópsia de vilo corial, que analisa um pedaço da placenta.

Mas há exames de sangue, não-invasivos, que podem ser realizados com 10 semanas de gestação e que fazem o rastreamento para síndrome de Down (trissomia do cromossomo 21), de Edwards (trissomia do cromossomo 18) e de Patau (trissomia do cromossomo 13). Combinados com o ultrassom morfológico, eles reduzem os falsos positivos.

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