Nem sempre o antitérmico é necessário! Especialista explica que a febre em bebê pode ser um sinal que ajuda a identificar ou até a resolver algum outro problema no organismo. Saiba quando medicar

Você é daqueles que quando “sentem” a criança mais quentinha já correm para pegar o remédio? É melhor repensar. Antes de lançar mão do antitérmico, é preciso analisar vários outros fatores. Quem diz é a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). Recentemente, a entidade lançou um manual com novas recomendações para lidar com a febre em bebês e crianças. Uma delas é explicar aos pais que a febre pode ser nossa amiga e ajudar a alertar que algo não vai bem no corpo e a função dela é ajudar a combater “invasores” do organismo, como vírus e bactérias. 

Febre em bebê: quando medicar?
Foto: br.freepik.com

+ Como baixar a febre do bebê

“Se você combater a febre a níveis mínimos, a índices baixos, você estará bloqueando justamente a defesa do corpo do seu filho contra um possível agente agressor”, explica o pediatra Tadeu Fernandes, presidente do Departamento Científico de Pediatria Ambulatorial da SBP, em entrevista exclusiva a BabyHome.

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Quando medicar o bebê com febre?

Não há uma única resposta certa. É importante medir a temperatura (e não apenas confiar na pele da sua mão e no achismo: “ah, eu acho que o bebê está quentinho”). Use um termômetro digital daqueles que você coloca embaixo da axila e aguarde o tempo indicado (geralmente, o aparelho apita) para saber o resultado. O número que aparece no visor é importante e vai dar uma informação sobre o estado do seu filho, mas não é só ele que é importante. “Não existe uma receita de medicar a partir de 37,5ºC, 38ºC, 38,5ºC. É necessário observar o estado geral da criança”, orienta Tadeu. 

+ Quando telefonar ao pediatra?

“Quando se usa antitérmico? Quando a febre estiver incomodando a criança. Se ela estiver com 38,5ºC e brincando no parquinho, deixe ela brincar. Na hora em que ela se sentir amuada, cansada, você dá o antitérmico”, exemplifica o médico.

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Febre: como medicar do jeito certo?

Em primeiro lugar, é importante lembrar que nunca é recomendado medicar uma criança sem orientação médica – mesmo que o remédio pareça apenas um antitérmico inocente. Geralmente, nas consultas de rotina com o pediatra, ele indica o medicamento adequado para usar e a maneira certa, dosagem e intervalo, de acordo com a avaliação do seu filho. Siga as recomendações. 

“Não intercale antitérmicos e respeite o horário indicado pelo pediatra”, reforça Tadeu. Segundo o especialista, intercalar medicamentos diferentes pode causar intoxicação. “A próxima dose é só daqui 4 horas, mas a febre voltou antes. O que eu faço? Aí, você vai observar se a criança está fazendo xixi, se a fralda está molhada. Isso porque crianças com febre se desidratam pela perda da água no estado vapor e a desidratação eleva a temperatura. Por isso, toda criança que está com febre tem que ter uma super hiper mega hidratação. Isso vai reduzindo a temperatura do corpo, em conjunto com a medicação”, diz o pediatra. Aumente a oferta de água. 

+ Cuidados básicos com a pele do bebê

Mantenha a calma e, antes de correr para o pronto-socorro desesperado, observe seu filho. Veja se tem outros sintomas, se está abatido, se está comendo, se está vomitando. Essas informações são importantes para ajudar no diagnóstico.

Bebê com menos de 2 meses: a exceção
Atenção! Esqueça as orientações acima se seu bebê tiver menos de 2 meses. É uma exceção importante. Segundo Tadeu, nesse caso, há protocolos específicos e é preciso procurar um pronto-atendimento rapidamente para a realização de avaliações clínicas e exames, já que o bebê é muito pequeno e ainda não possui as defesas adequadas. 

 

 

 

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