A temperatura do seu filho está maior do que o normal? Médico explica quando e como baixar a febre do bebê

A temperatura normal do corpo humano, tanto para bebês e crianças, como para adultos, costuma ir até 37,2º C e 37,3 ºC, segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). Quando você sente seu filho um pouco mais quente, bate aquele desespero: o que será? O que fazer? Como baixar a febre do bebê? Vamos por partes. 

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Como baixar a febre do bebê
Foto: RODNAE Productions/ Pexels

Primeiro passo: medir a temperatura

De nada adianta “achar” que seu filho está quente. Sabemos que o instinto materno e paterno valem ouro. o No entanto, nessas horas, o melhor a fazer para se certificar do sintoma é medir a temperatura com um instrumento adequado. Segundo o pediatra Tadeu Fernandes, presidente do Departamento Científico de Pediatria Ambulatorial da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), o ideal é usar um termômetro digital por 3 minutos sob a axila. 

Qual a idade do seu filho?

Se seu bebê tiver menos de 2 meses e a temperatura acusada no termômetro for mais alta do que o normal, não espere. Contate já o pediatra dele ou procure o serviço de atendimento médico o quanto antes. “A febre é preocupante em bebês abaixo de 2 meses de idade. “Existe um protocolo específico para os exames laboratoriais e de conduta médica para essa faixa etária”, explica o pediatra. 

Caso seu bebê seja mais velho que isso, tente manter a calma. Não precisa correr para o pronto-socorro. Observe o estado geral da criança, se ela está abatida ou se continua disposta, brincando. “A febre é um sinal, não uma doença. Ela apenas indica que o organismo está trabalhando para combater algum agente agressor ao organismo”, lembra Tadeu. 

Como baixar a febre do bebê com antitérmico

Se a criança estiver abatida, incomodada, dê o antitérmico indicado pelo pediatra dela. “Já nas consultas de rotina, o pediatra já costuma indicar um tipo de antitérmico. Siga essa orientação e dê as doses corretas, nos intervalos indicados pelo profissional”, reforça o especialista. “Não intercale antitérmicos diferentes. Se a próxima dose for só daqui a 4 horas, mas a febre tiver voltado, aguarde. Enquanto isso, mantenha seu filho hidratado. Intercalar antitérmico aumenta o risco de intoxicação”, aponta. 

O que você deve fazer é reforçar a ingestão de água (ou de leite materno, caso o bebê tenha menos de 6 meses). “Observe se a criança está fazendo xixi, se a fralda está molhada… Crianças com febre se desidratam pela perda de água no estado vapor, o que eleva a temperatura do corpo. Então, ofereça bastante água. Isso vai hidratando e ajudando a reduzir a temperatura corporal, em conjunto com a ação do antitérmico”, explica o médico. 

Métodos caseiros para baixar a febre do bebê, não!

Quem nunca ouviu aqueles conselhos de uma tia ou de uma avó ou de uma vizinha: colocar uma compressa com água fria embaixo do braço, compressa com álcool, dar banho gelado… Nessas horas, é preciso filtrar os palpites e dizer não a esses métodos caseiros para baixar a febre do bebê. “São totalmente contraindicados”, ressalta Tadeu. “Álcool na axila, por exemplo, pode levar à intoxicação. Banho frio pode dar choque térmico e até uma parada cardíaca!”, afirma. 

E tudo tem uma explicação. “Imagine que quem elevou a temperatura do corpo foi o termostato que nós temos, que é como se fosse um termostato de um ar condicionado. O nosso fica localizado no sistema nervoso central. Se você programar o ar-condicionado da sua casa para 20 ºC, não adianta fazer uma fogueira na sala para esquentar. Vai acontecer toda uma adaptação, o aparelho vai tentar jogar mais ar frio para manter essa temperatura”, diz o pediatra.

“O mesmo acontece no nosso corpo. Se o termostato lá no cérebro ordena que a sua temperatura fique em 37,8 °C para tentar espantar algum agressor do organismo, isso provoca uma série de medidas. Os vasos sanguíneos se contraem para segurar calor, você tem uma piloereção [pelos arrepiados] para evitar perda de calor pela pele, tem uma liberação de adrenalina para aumentar a frequência cardíaca e a frequência respiratória… Tudo para tentar adaptar o organismo a essa ‘ordem do chefe central’. Não adianta botar na água fria para baixar a febre do bebê. E o pior: tem o efeito rebote, que é o contrário: a temperatura sobe ainda mais”, compara. 

Banho só para ajudar

A recomendação do médico é dar um banho, sim, mas a uma temperatura normal, depois de dar o antitérmico. O medicamento, segundo Tadeu, leva de 30 a 60 minutos para fazer efeito. “Nesse tempo, os pais podem, sim, deixar a criança brincando um pouco no chuveiro. Mas para distrair, refrescar um pouquinho e aguardar o efeito do antitérmico. Somente ele é que vai ter efeito na redução da febre”, resume. 

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