O aleitamento materno é o melhor presente que a mãe pode oferecer ao bebê, mas nem sempre é fácil. Veja algumas das principais dificuldades e saiba como vencê-las

Parece uma lógica simples. A mãe produz o leite, o bebê quer mamar. Então, é só colocá-lo no peito e pronto, certo? Não, necessariamente. Amamentar uma criança é uma tarefa que pode, sim, ser prazerosa, mas, para a maioria das mães, vem com alguns percalços. Você enfrentou ou está enfrentando dificuldades? Respire. Isso é normal! E nós estamos aqui para ajudá-la a superar os desafios da amamentação e conseguir não só estabelecer o aleitamento, mas mantê-lo pelo maior tempo possível.

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Aqui, uma lista com cinco dos problemas mais comuns citados por mães que enfrentam dificuldades na amamentação e algumas soluções possíveis para cada um deles.

Pouco leite ou leite fraco?

O primeiro mantra que todas as mães que amamentam devem aprender a repetir: não existe leite fraco. A produção de leite acontece conforme o bebê suga. Peito não é estoque, é fábrica. Isso significa que o seu corpo entende a quantidade de leite necessária para o seu filho, de acordo com a demanda dele. Quanto mais ele mamar, mais leite você produzirá. Isso varia conforme o crescimento e as fases de desenvolvimento do bebê. Uma das maneiras de fazer a produção de leite aumentar é, além de beber bastante líquido e descansar, estimular mais as mamas, colocando o bebê para mamar mais vezes e usando uma bomba extratora, que pode ser elétrica ou manual. Uma opção é bomba tira-leite manual da MAM, que é leve e fácil de higienizar, dá para levar na bolsa do bebê e usar onde quiser. O leite pode ser armazenado e congelado para ser oferecido ao bebê em outro momento. Um pediatra amigo da amamentação ou uma consultora poderão avaliar, caso a caso, se é necessário aplicar outras estratégias para aumentar essa produção. Afinal, cada situação é única.

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Leite empedrado

Só uma mãe que passou por essa situação conhece a dor. O ingurgitamento mamário, chamado popularmente de “leite empedrado”, pode acontecer quando há uma obstrução no ducto mamário ou quando as mamas ficam muito cheias. É comum nos primeiros dias após o parto, quando acontece a apojadura, que é a descida do leite. A situação pode agravar se o bebê mama pouco ou insuficientemente. Também pode acontecer mais para frente, quando a criança, por algum motivo, tem pouco apetite, porque fica doente, por exemplo. A volta da mãe ao trabalho ou a primeira vez que a criança dorme pouco também são ocasiões que podem favorecer o acúmulo de leite, até que a produção se ajuste ao novo ritmo. Corrigir a pega ou aumentar a oferta de leite ao bebê pode ajudar a esvaziar a mama com mais frequência, aliviando o problema. Retirar o leite manualmente ou com uma bomba também pode ser benéfico. Como o seio fica muito sensível, é importante escolher uma bomba com alavanca suave, que permita que você ajuste o ritmo da maneira mais confortável possível. É claro que aumentar a extração do leite também aumenta a produção. Então, provavelmente você terá que repetir o processo de retirada várias vezes, para não sentir o incômodo, até que o fluxo se normalize. Quando o peito está muito cheio e duro, você pode sentir dor ao começar a amamentar e o bebê também pode ter dificuldades de sugar, no início. Por isso, tente massagear um pouco a mama antes de oferecê-la ao seu filho e extrair um pouco de leite com as mãos ou com a bomba, se necessário. Vale lembrar que é importante consultar um especialista (pediatra amigo da amamentação, consultora, bancos de leite…) para tentar descobrir a causa do ingurgitamento. Isso porque, se houver um processo inflamatório, muitas vezes, só a extração não resolve. Nesses casos, é preciso um acompanhamento específico.

Cansaço extremo

Acredite se quiser: amamentar um ser humano é um trabalho que cansa. Pode parecer que você está ali, confortável, sentada, com o bebê no colo. Mas ao produzir leite, seu corpo está trabalhando redobrado. Você sabia que uma mulher que amamenta e produz cerca de 750 mililitros de leite por dia, gasta uma média de 640 calorias para isso? Sem falar na privação de sono, nas horas ali com o bebê nos braços, na exaustão mental, na preocupação… O aleitamento materno é uma atitude linda e necessária, mas cansa. Por isso, se puder, conte com uma rede de apoio, descanse sem culpa, sempre que possível, tente aproveitar os momentos em que o bebê está mais tranquilo para dar uma voltinha (nem que seja, literalmente, uma volta no quarteirão mesmo ou uma descida para a área comum do prédio, se tiver). Respire e cuide de você. Conforme o bebê cresce, tente extrair leite materno com a ajuda de uma bomba e armazenar para que outro cuidador possa oferecer o alimento a ele, caso você precise ou queira se ausentar por um período um pouco maior de tempo. A MAM tem potes de armazenamento práticos, que podem ser higienizados e reutilizados garantindo a segurança e a conservação do leite, que dura 15 dias congelado.

Volta ao trabalho

Durante a pandemia, mais mães puderam ficar mais tempo com o bebê em casa, embora, algumas atividades, como as de saúde e outras, essenciais, nunca pararam e, pelo contrário, se intensificaram. Agora, com o aumento de pessoas vacinadas, outras mães, profissionais, voltam a precisar se ausentar de casa e a ficar um período maior longe do filho. É uma nova situação, que exige uma adaptação emocional e prática. Aqui, novamente, é preciso se organizar para poder continuar oferecendo ao seu filho o melhor alimento do mundo, que é o leite produzido pelo seu corpo. Muita gente deixa para extrair o leite materno e armazenar somente quando o dia de voltar ao trabalho está próximo. Uma dica é começar a adquirir esse hábito aos poucos e sem pressão, logo que a amamentação se estabelece, lá pelo segundo ou terceiro mês de vida do seu filho. O leite que você extrai nessas primeiras vezes não vai durar, mesmo congelado, até a sua volta (considerando um retorno após o quarto mês de licença-maternidade). Mas dá para ir aumentando a produção, se acostumando ao processo, acostumando seu filho também a tomar o leite de outra forma… Assim, o estresse pode ser menor para todo mundo – inclusive para o cuidador que for ficar com o pequeno quando você precisar sair. Já pensou nisso? O leite materno dura até 15 dias armazenado e congelado em potes adequados, como os da MAM. Lembre-se de escrever em cada frasco a data em que você extraiu e congelou aquele leite, para não se confundir. Os primeiros a serem congelados devem ser os primeiros a serem oferecidos ao bebê para não perder a validade. Deixe-os mais antigos sempre à frente, na organização do freezer, para facilitar. Na volta ao trabalho, até que a produção se ajuste, seu leite pode vazar. Para evitar o incômodo, use absorventes para seios – os da MAM são eficientes, ultrafinos e discretos. Leve também uma muda extra de roupa para casos de “acidentes”.

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Falta de informação

De todas as dificuldades que podem vir com a amamentação, a principal responsável pelo desmame precoce é a desinformação. Por mais que todo mundo tenha acesso a muito material via televisão, internet, livros, podcasts, e-books, etc, nem sempre é fácil encontrar informação de confiança. Busque fontes sérias e sempre conte com a ajuda de quem entende do assunto, profissionais especializados, como pediatras, consultoras de amamentação e bancos de leite materno. O conhecimento pode ajudar você a conseguir amamentar seu filho pelo tempo necessário para você e para ele.

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Este texto foi produzido com apoio da MAM Baby: a MAM apoia o aleitamento materno e, por isso, possui uma linha completa para estar presente na vida das famílias por meio do alimento mais importante para os pequenos: o leite materno.

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