A introdução alimentar tem reflexos em como seu filho vai comer pelo resto da vida. Por isso, a hora de montar o prato do bebê é muito importante. Conversamos com a pediatra Renata Aniceto, que explicou quais alimentos devem compor as refeições do seu filho

Você não vê a hora de seu bebê poder experimentar os alimentos sólidos, se ele ainda não está nessa fase. Quando chega, no entanto, começam também as dúvidas: como garantir que ele experimente todos os tipos de comida, que desenvolva uma boa relação com os alimentos e que tenha todos os nutrientes de que precisa para crescer bem e com saúde?

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Como montar o prato do bebê

Montar o prato do bebê com componentes adequados – e na quantidade certa – é fundamental. Acha complicado? A pediatra Renata Aniceto, de São Paulo (SP), desmistifica essa ideia. 

O que que tem no prato do bebê?

“Aprender a comer passa por todos os nossos sentidos. O prato do bebê deve ser atraente, colorido e perfumado, além de saboroso”, orienta Renata. Segundo ela, a partir dos 6 meses – na maioria dos casos, é quando se inicia a introdução aos alimentos sólidos – cada refeição deve conter: 

– 1 fonte de proteína (que pode ser animal ou vegetal)

– 1 fonte de carboidrato

– 1 fonte de vegetais

– 1 fonte de fibras (folhas, saladas). 

“Para deixar a comida saudável e gostosa, você pode usar azeite de oliva extra virgem, óleo de soja ou canola, ervas e especiarias. Mas, atenção: até seu filho completar 1 ano, evite o uso de sal”, explica. 

E a quantidade? Como não colocar comida de mais ou de menos no prato do bebê?

Cada criança é única e, portanto, não dá para medir uma quantidade exata de comida ideal para todos. No entanto, segundo a especialista, a média fica em:

– Para bebês de 6 a 8 meses: 120 a 150 gramas.

– Para bebês de 8 a 10 meses: 150 a 200 gramas. 

– Para bebês de 10 a 12 meses: 200 gramas.

– A partir de 1 ano: 1 colher de sopa de cada grupo alimentar. 

Comida do bebê = comida da família

Nos primeiros meses, como o bebê ainda está se acostumando aos alimentos sólidos, talvez seja preciso fazer algumas adaptações. Enquanto alguns bebês comem em pedaços, no chamado método BLW, outros comem a comida mais amassadinha (evite as papinhas batidas ou líquidas, para que seu filho coma melhor, reconheça melhor a própria saciedade, e conheça o sabor e a textura de cada alimento). Porém, chega um momento em que é importante que o prato do bebê contenha os mesmos componentes do restante da família.

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Além de facilitar a rotina dos pais, que não precisam preparar algo separado, oferece ao bebê a chance de se adaptar à cultura e aos sabores da casa. “A partir de 1 ano é primordial”, aponta Renata. “Há alguns bebês que podem já aceitar a comida dos pais amassada e sem sal a partir dos 7, 8 meses de idade”.

Mas, cuidado! Se o prato do bebê tiver a mesma comida da família, é importante que a família se alimente bem, que coma dos variados grupos alimentares e, sobretudo, que não haja excesso de sal. No fim, este pode ser um ótimo estímulo para melhorar a qualidade de alimentação de todos na casa. Bom apetite! 

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