Celulares e televisão fazem parte das nossas vidas e, invariavelmente, vão fazer da de seu filho. É fato. E já passamos da fase de discutir se essa tecnologia é boa ou má. Hoje se reconhece que tudo vai depender do uso que se faz dela. Mas qual é o limite saudável para permitir que o bebê veja vídeos e desenhos na TV, tablet ou celular, sem prejudicar seu desenvolvimento?

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Estudos sugerem o que a gente já sabia: que exposição demais a esses gadgets (inclusive ao videogame) não faz bem. Ainda é difícil mensurar. De vez em quando, os órgãos de saúde ajustam as recomendações de acordo com os estudos que surgem.

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Atualmente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que bebês de até 2 anos não vejam nenhuma tela. A Academia Americana de Pediatria e a Sociedade Brasileira de Pediatria, que costumam orientar mais diretamente os pediatras, dizem que o melhor é não dar nenhum tipo de tela para crianças menores de 18 meses. Claro, estamos falando aqui do uso recreativo e não daquela chamada de vídeo para os avós e tios. E sugerem que, de 1 ano e meio a 5 anos de idade, o uso desses gadgets esteja limitado a uma hora por dia no máximo, com intervalos a cada 20 minutos. Acima de 6 anos, o ideal seria não passar de duas horas diárias.

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Quando recorrer às telas

Tente sempre recorrer às telas como último artifício. Ofereça antes papel e lápis, um livro e brincadeiras como a de esconder e encontrar objetos se ele já andar. Guarde realmente para aqueles momentos tensos: o jantar no restaurante, a hora de preparar o almoço, os 5 minutos para responder um e-mail de trabalho urgente, a viagem no carro…

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E não se culpe se precisar apelar para as telas: todo pai e mãe já foi salvo por este artifício. O importante é usar TV e celular com moderação e concentrar sua preocupação no conteúdo que o bebê ou a criança está vendo. Ele deve ser apropriado à sua idade e, de preferência, provocar interatividade.

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Por que celular e TV são perigosos para o bebê?

Há alguns motivos para que especialistas restrinjam o acesso de telas:

  • Obesidade: vivemos uma epidemia de obesidade infantil no mundo e criança precisa gastar energia.
  • Visão: o uso excessivo pode predispor à miopia.
  • Noites mal dormidas: usar telas à noite prejudica a qualidade do sono, pois diminui a produção de melatonina, o hormônio ligado a ele. O interessante é evitar smartphone, tablet e TV pelo menos uma hora antes de pôr seu filho para dormir.
  • Inteligência: um estudo canadense demonstrou que crianças mais expostas às telas apresentam maior déficit de aprendizagem na escola.
  • Comunicação: até os 2 anos, o cérebro do bebê está a mil, fazendo até 700 conexões cerebrais por segundo para que se desenvolvam suas habilidades físicas e cognitivas. Para que isso aconteça da melhor forma, especialmente na comunicação não verbal, o bebê precisa de contato, vínculo e interação com outra pessoa. Pesquisas já mostram que, quanto maior o tempo de tela, maior a probabilidade de atraso na fala.
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