É perfeitamente normal uma criança sentir medo nessa idade. Com tantas experiências e novas habilidades adquiridas a cada dia, esse sentimento surge para aprender a lidar com possíveis perigos (pelo menos na concepção infantil) e a se proteger deles.

Assim, pesadelos podem aparecer no meio da noite, ainda que seu filho não consiga verbalizar direito sobre o que sonhou. Palhaços, cachorros, insetos, escuro, barulhos altos, máscaras, fantasias… Tudo isso pode deixar a criança amedrontada. E, também, situações novas ou pessoas diferentes.

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Como lidar com os medos infantis

Esse pavor todo vai sumindo conforme a criança cresce, mas esse processo às vezes demora. E não é por isso que você deve ignorar lágrimas e desconfortos. Dar risada, por exemplo, é uma atitude a ser evitada. Mesmo que o medo do seu filho pareça irracional e sem fundamento aos seus olhos adultos, para ele a ameaça é real.

O ideal é se colocar ao lado da criança, deixando claro para ela que entende seu sentimento. E, quando possível, explicar a razão de um som estridente: “a ambulância quer passar rápido porque tem uma pessoa dodói dentro ela”. Ou, ainda, ajudando-a a enfrentar uma situação “terrível”, como passar diante de um palhaço ou de um cachorro.

Livros sobre o motivo do pânico – bruxas ou dinossauros, por exemplo – podem auxiliar nesse período. Inventar um ritual para que a criança durma bem, como dar um beijo de boa noite “mágico” ou colocar um boneco de proteção no berço, é uma ação que dá conforto e costuma surtir efeito.

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